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Circovírus do Bico e das Penas - PCR
Circovírus do Bico e das Penas - PCR
MÉTODO
Detecção qualitativa de ácidos nucleicos por PCR.
AMOSTRAS ACEITAS
✔ Sangue total em papel filtro tipo FTA + penas arrancadas — enviar de 6 a 8 penas;
✔ Fezes frescas, sem conservante;
✔ Swab de cloaca, sem conservante e com material coletado aparente. Recomenda-se a coleta em dias alternados;
✔ Fragmentos de tecido.
Pool de amostras: é possível realizar o exame utilizando mais de um tipo de amostra da mesma ave, sem custo adicional.
FORMA DE COLETA
Sangue em papel filtro tipo FTA
- Higienize adequadamente as mãos e os materiais antes de iniciar a coleta.
- Corte apenas a ponta da unha da ave e aguarde a saída do sangue.
- Caso o sangue não saia após aproximadamente 1 minuto, corte cerca de 1 mm adicional da ponta da unha.
- Encoste o sangue diretamente na área indicada do papel filtro e colete aproximadamente 2 gotas.
- Deixe o papel secar naturalmente por aproximadamente 20 minutos, em local limpo e protegido de possíveis fontes de contaminação.
- Após a secagem, dobre o cartão mantendo a área contendo o sangue voltada para dentro.
Penas arrancadas
- Retire de 6 a 8 penas da região peitoral ou abdominal da ave.
- As penas devem ser arrancadas, e não penas que tenham caído espontaneamente.
- Acondicione-as em embalagem plástica limpa e devidamente identificada.
- Importante: evite tocar no bulbo das penas, pois essa região contém material biológico utilizado para a análise molecular.
Fezes
- Colete fezes frescas, sem adição de conservantes, utilizando recipiente limpo e devidamente identificado.
Swab de cloaca
- Realize a coleta utilizando swab sem conservante, certificando-se de que haja material coletado aparente. Quando indicado, realizar as coletas em dias alternados.
Fragmentos de tecido
- Acondicione o material em recipiente limpo, adequado e devidamente identificado. Mantenha sob refrigeração conforme as orientações de armazenamento e envio.
⚠️ CUIDADOS DURANTE A COLETA
Para preservar a qualidade das amostras e reduzir o risco de contaminação cruzada, especialmente em exames para detecção de agentes infecciosos:
- Higienize as mãos antes e após a coleta de cada ave e, sempre que possível, utilize luvas descartáveis.
- Realize a coleta em superfície limpa e previamente higienizada.
- Utilize materiais limpos e individualizados para cada ave.
- Ao coletar amostras de aves diferentes, troque as luvas e/ou higienize adequadamente as mãos e os materiais antes de iniciar a próxima coleta.
- Evite que penas, sangue, fezes, swabs ou outros materiais de aves diferentes entrem em contato entre si.
- Mantenha cada amostra em sua embalagem ou recipiente individual, devidamente identificado.
- Não reutilize materiais descartáveis de coleta.
Importante: a contaminação de uma amostra com material biológico proveniente de outra ave pode interferir no resultado do exame. Por isso, os cuidados de higiene e individualização das amostras devem ser mantidos durante todo o processo de coleta e acondicionamento.
ENVIO
Antes do envio:
- Preencha o FORMULÁRIO DE EXAMES com os dados solicitados.
- Informe corretamente os dados de identificação de cada ave, incluindo espécie e identificação.
- Certifique-se de que todas as amostras estejam individualmente identificadas e correspondam às informações fornecidas no formulário.
- Realize o pagamento e encaminhe o comprovante conforme as orientações da VetDNA. Os resultados são liberados mediante confirmação do pagamento.
- Prepare as amostras para envio ao endereço do laboratório informado no formulário e/ou no site da VetDNA.
- Realize o envio por SEDEX ou transportadora, utilizando acondicionamento adequado ao tipo de amostra e, quando necessário, à manutenção da temperatura durante o transporte.
Sangue em papel FTA + penas: podem ser enviados em temperatura ambiente.
Demais materiais biológicos: enviar sob refrigeração.
Realizar o envio por SEDEX ou transportadora, utilizando acondicionamento adequado às amostras e, quando necessário, à manutenção da temperatura durante o transporte.
PRAZO
1 dias útil após a chegada, conferência e confirmação de pagamento.
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SOBRE O CIRCOVÍRUS DOS PSITACÍDEOS (BFDV)
O Circovírus dos Psitacídeos (BFDV — Beak and Feather Disease Virus) é o agente causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD — Psittacine Beak and Feather Disease), uma importante doença viral que acomete aves da ordem Psittaciformes.
O BFDV é um pequeno vírus de DNA de fita simples que pode comprometer o desenvolvimento normal das penas e, em determinadas aves, afetar o sistema imunológico, aumentando a susceptibilidade a infecções secundárias.
A apresentação da doença pode variar de acordo com fatores como espécie, idade, condição imunológica e estágio da infecção.
PRINCIPAIS SINAIS CLÍNICOS
Entre as alterações que podem ser observadas estão:
• Alterações e deformidades do bico;
• Alterações na coloração da plumagem;
• Alterações no desenvolvimento das penas, que podem apresentar crescimento anormal, deformidades ou fragilidade;
• Apatia e redução da vitalidade;
• Imunossupressão, favorecendo a ocorrência de infecções secundárias;
• Perda de peso;
• Perda progressiva ou dificuldade de reposição das penas;
• Em apresentações mais graves, evolução para óbito, especialmente em aves jovens.
⚠️ AVES APARENTEMENTE SAUDÁVEIS TAMBÉM PODEM ESTAR INFECTADAS
A ausência de alterações nas penas, no bico ou no estado geral não exclui a possibilidade de infecção pelo BFDV.
Aves infectadas podem não apresentar sinais clínicos aparentes, o que merece atenção especial em criatórios, principalmente durante a introdução de novas aves, formação de casais, reprodução e movimentação de animais entre plantéis.
POR QUE O DIAGNÓSTICO É IMPORTANTE?
Atualmente, não existe tratamento específico capaz de eliminar o BFDV da ave infectada. O manejo dos animais clinicamente afetados é principalmente de suporte e deve ser estabelecido com acompanhamento médico-veterinário.
Por isso, a identificação do vírus e a adoção de medidas de biossegurança assumem papel importante no controle sanitário.
Diante da identificação de uma ave positiva, a avaliação do plantel permite definir medidas adequadas de manejo, como separação de aves, investigação de contactantes, reforço da higiene e desinfecção, controle da movimentação e acompanhamento laboratorial, conforme cada situação.
Em um criatório, investigar precocemente uma possível infecção pelo BFDV pode contribuir para reduzir o risco de disseminação do agente e orientar decisões sanitárias antes que outras aves sejam expostas.
Diagnóstico, biossegurança e monitoramento são ferramentas importantes para o controle do BFDV no plantel.
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