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Circovírus do Bico e das Penas - PCR

Data de lançamento: 01/11/2022

Por:
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Descrição Geral

Circovírus do Bico e das Penas - PCR

MÉTODO

Detecção qualitativa de ácidos nucleicos por PCR.

AMOSTRAS ACEITAS

✔ Sangue total em papel filtro tipo FTA + penas arrancadas — enviar de 6 a 8 penas;
✔ Fezes frescas, sem conservante;
✔ Swab de cloaca, sem conservante e com material coletado aparente. Recomenda-se a coleta em dias alternados;
✔ Fragmentos de tecido.

Pool de amostras: é possível realizar o exame utilizando mais de um tipo de amostra da mesma ave, sem custo adicional.

FORMA DE COLETA

Sangue em papel filtro tipo FTA

  • Higienize adequadamente as mãos e os materiais antes de iniciar a coleta.
  • Corte apenas a ponta da unha da ave e aguarde a saída do sangue.
  • Caso o sangue não saia após aproximadamente 1 minuto, corte cerca de 1 mm adicional da ponta da unha.
  • Encoste o sangue diretamente na área indicada do papel filtro e colete aproximadamente 2 gotas.
  • Deixe o papel secar naturalmente por aproximadamente 20 minutos, em local limpo e protegido de possíveis fontes de contaminação.
  • Após a secagem, dobre o cartão mantendo a área contendo o sangue voltada para dentro.

 

Penas arrancadas

  • Retire de 6 a 8 penas da região peitoral ou abdominal da ave.
  • As penas devem ser arrancadas, e não penas que tenham caído espontaneamente.
  • Acondicione-as em embalagem plástica limpa e devidamente identificada.
  • Importante: evite tocar no bulbo das penas, pois essa região contém material biológico utilizado para a análise molecular.

 

Fezes

  • Colete fezes frescas, sem adição de conservantes, utilizando recipiente limpo e devidamente identificado.

 

Swab de cloaca

  • Realize a coleta utilizando swab sem conservante, certificando-se de que haja material coletado aparente. Quando indicado, realizar as coletas em dias alternados.

 

Fragmentos de tecido

  • Acondicione o material em recipiente limpo, adequado e devidamente identificado. Mantenha sob refrigeração conforme as orientações de armazenamento e envio.

 

⚠️ CUIDADOS DURANTE A COLETA

Para preservar a qualidade das amostras e reduzir o risco de contaminação cruzada, especialmente em exames para detecção de agentes infecciosos:

  • Higienize as mãos antes e após a coleta de cada ave e, sempre que possível, utilize luvas descartáveis.
  • Realize a coleta em superfície limpa e previamente higienizada.
  • Utilize materiais limpos e individualizados para cada ave.
  • Ao coletar amostras de aves diferentes, troque as luvas e/ou higienize adequadamente as mãos e os materiais antes de iniciar a próxima coleta.
  • Evite que penas, sangue, fezes, swabs ou outros materiais de aves diferentes entrem em contato entre si.
  • Mantenha cada amostra em sua embalagem ou recipiente individual, devidamente identificado.
  • Não reutilize materiais descartáveis de coleta.

Importante: a contaminação de uma amostra com material biológico proveniente de outra ave pode interferir no resultado do exame. Por isso, os cuidados de higiene e individualização das amostras devem ser mantidos durante todo o processo de coleta e acondicionamento.

ENVIO

Antes do envio:

  • Preencha o FORMULÁRIO DE EXAMES com os dados solicitados.
  • Informe corretamente os dados de identificação de cada ave, incluindo espécie e identificação.
  • Certifique-se de que todas as amostras estejam individualmente identificadas e correspondam às informações fornecidas no formulário.
  • Realize o pagamento e encaminhe o comprovante conforme as orientações da VetDNA. Os resultados são liberados mediante confirmação do pagamento.
  • Prepare as amostras para envio ao endereço do laboratório informado no formulário e/ou no site da VetDNA.
  • Realize o envio por SEDEX ou transportadora, utilizando acondicionamento adequado ao tipo de amostra e, quando necessário, à manutenção da temperatura durante o transporte.

Sangue em papel FTA + penas: podem ser enviados em temperatura ambiente.

Demais materiais biológicos: enviar sob refrigeração.

Realizar o envio por SEDEX ou transportadora, utilizando acondicionamento adequado às amostras e, quando necessário, à manutenção da temperatura durante o transporte.

PRAZO

1 dias útil após a chegada, conferência e confirmação de pagamento.

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SOBRE O CIRCOVÍRUS DOS PSITACÍDEOS (BFDV)

O Circovírus dos Psitacídeos (BFDV — Beak and Feather Disease Virus) é o agente causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD — Psittacine Beak and Feather Disease), uma importante doença viral que acomete aves da ordem Psittaciformes.

O BFDV é um pequeno vírus de DNA de fita simples que pode comprometer o desenvolvimento normal das penas e, em determinadas aves, afetar o sistema imunológico, aumentando a susceptibilidade a infecções secundárias.

A apresentação da doença pode variar de acordo com fatores como espécie, idade, condição imunológica e estágio da infecção.

PRINCIPAIS SINAIS CLÍNICOS

Entre as alterações que podem ser observadas estão:

• Alterações e deformidades do bico;
• Alterações na coloração da plumagem;
• Alterações no desenvolvimento das penas, que podem apresentar crescimento anormal, deformidades ou fragilidade;
• Apatia e redução da vitalidade;
• Imunossupressão, favorecendo a ocorrência de infecções secundárias;
• Perda de peso;
• Perda progressiva ou dificuldade de reposição das penas;
• Em apresentações mais graves, evolução para óbito, especialmente em aves jovens.

⚠️ AVES APARENTEMENTE SAUDÁVEIS TAMBÉM PODEM ESTAR INFECTADAS

A ausência de alterações nas penas, no bico ou no estado geral não exclui a possibilidade de infecção pelo BFDV.

Aves infectadas podem não apresentar sinais clínicos aparentes, o que merece atenção especial em criatórios, principalmente durante a introdução de novas aves, formação de casais, reprodução e movimentação de animais entre plantéis.

POR QUE O DIAGNÓSTICO É IMPORTANTE?

Atualmente, não existe tratamento específico capaz de eliminar o BFDV da ave infectada. O manejo dos animais clinicamente afetados é principalmente de suporte e deve ser estabelecido com acompanhamento médico-veterinário.

Por isso, a identificação do vírus e a adoção de medidas de biossegurança assumem papel importante no controle sanitário.

Diante da identificação de uma ave positiva, a avaliação do plantel permite definir medidas adequadas de manejo, como separação de aves, investigação de contactantes, reforço da higiene e desinfecção, controle da movimentação e acompanhamento laboratorial, conforme cada situação.

Em um criatório, investigar precocemente uma possível infecção pelo BFDV pode contribuir para reduzir o risco de disseminação do agente e orientar decisões sanitárias antes que outras aves sejam expostas.

Diagnóstico, biossegurança e monitoramento são ferramentas importantes para o controle do BFDV no plantel.

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